Uma aldeia perdida em Navarra (julgo) - Espanha - com paisagens, fotografia e pintura espetacular. A conversa do pastor com o corredor (em árabe), a naturalidade da conversa entre velhos de aldeia marcaram-me.
Senti um desejo de acabar a minha vida assim. Senti desejo de um dia ser pastor e viver junto dos animais e da natureza. Sem pensar! Numa douta ignorância ao estilo de Alberto Caeiro.
Este filme está cheio de beleza, de inspiração e natureza. Os planos longos e estáticos deixam fluir a calma e tranquilidade que se vive naquele campo. Homens e natureza (animais e meio) estão em plena harmonia. O pintor Pello Azketa é outro elemento fantástico deste filme (que apenas vi por 20min)
Este blog devia talvez ter no seu nome a palavra coincidência. Ou talvez não porque não acredito nelas. Depois da conversa com a Inês, depois de sorrir com o sonho do clarinete, da natureza e das calças do Senegal (que imagem poderosa:)) depois de pensar que só aos 30 ou 40 vou poder realizar estes sonhos, vem este filme. Sem dúvida que me fez rever naquelas pessoas. Quem me dera poder viver naquela paz e naquela entrega à natureza, aos animais e a Deus (aqueles nem tanto, embora os árabes falassem muito de Alá)...
Hoje sonhei (acordado e meio a dormir :P)
=D
Fica um link para o site do filme
http://www.atalantafilmes.pt/2006/oceugira/index.htm
e algumas imagens





PS- porque é que será que hoje decidi vir ver televisão?! Não há coincidências...